Telediagnóstico de higiene bucal em crianças menores de 6 anos durante a pandemia de COVID-19
Palavras-chave:
biofilme dental, telediagnóstico, odontopediatríaResumo
Introdução: Diante da cessação das atividades presenciais em decorrência da pandemia e das políticas públicas de isolamento social, a teleodontologia tornou-se uma poderosa ferramenta para retomar os cuidados com a saúde bucal na atenção básica. Objetivo: Determinar o nível de higiene bucal de crianças menores de 6 anos em instituições de ensino inicial por meio de telediagnóstico. Material e método: Estudo quase experimental, que incluiu 123 crianças entre 3 e 5 anos, cujos pais aceitaram sua participação com consentimento informado para diagnóstico e monitoramento remoto. Os professores do curso de Prática odontológica comunitária treinaram e calibraram 75 alunos do quinto ano da faculdade de odontologia de uma Universidade Pública no uso do Greene e Vermillion IHO-S modificados. Com gelatina vermelha diluída autoadministrada como detector de placa, os pais tiraram 3 fotografias de acordo com o método ALOP e as enviaram por WhatsApp para seus avaliadores. Superfícies vestibulares coradas com a presença de biofilme foram avaliadas. Resultados: 48,1% apresentaram higiene regular e 44,7% boa higiene. As crianças de 4 anos apresentaram higiene boa (23,6%) e regular (24,4%). Conclusões: O uso de substâncias reveladoras alternativas é uma oportunidade para registrar dados epidemiológicos sobre higiene bucal e seu controle familiar no domicílio em tempos de emergência e em comunidades sem acesso geográfico e econômico. Para as crianças é uma vantagem, pelo sabor agradável e conhecido e para os alunos a oportunidade de trabalhar em comunidade utilizando elementos de baixo custo.
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