Problemas bucais em crianças e adolescentes brasileiros com doenças genéticas raras

Autores

Palavras-chave:

doenças raras, Crianças com deficiência

Resumo

Objetivo: Comparar a prevalência de problemas bucais em crianças/adolescentes brasileiros com e sem doenças raras. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal, pareado por idade e sexo, com 210 indivíduos [105 com doença rara - Mucopolissacaridoses (n=27) / Osteogênese Imperfeita (n=78) e 105 sem doença rara], entre dois e 19 anos e pais/responsáveis. O grupo com doenças raras era de ambulatórios médicos de serviços de referência em genética médica de cinco estados do Brasil. Os indivíduos sem doenças raras eram de outros ambulatórios dos mesmos hospitais. Os grupos foram examinados quanto a má oclusão, anomalias dentárias, cárie dentária e gengivite. O participante com uma, ou mais, dessas condições foi classificado com “problema bucal presente”. Os pais/responsáveis responderam um questionário sobre o filho (aspectos individuais, sociodemográficos, comportamentais e história médica e odontológica). O Directed Acyclic Graphs foi utilizado para identificar variáveis de confusão na associação entre doenças raras e ausência de problemas bucais. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi realizada a análise descritiva e modelos de regressão logística binaria não-ajustados e ajustados. Resultados: No modelo final apenas a variável “doença genética rara” foi associada com os problemas bucais. O grupo com doença rara teve 12,9 vezes mais chance de ter algum problema bucal (IC 95% 3,7-44,7) em comparação ao grupo sem doença rara. Conclusão: Crianças/adolescentes brasileiros com doenças raras apresentaram maior prevalência de problemas bucais quando comparado a crianças/adolescentes sem doença rara. Apoio financeiro:  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Publicado

2022-10-12

Edição

Seção

Encuentro de Residentes de Odontopediatría ALOP: Trabajos de Investigación