Luxação temporomandibular recorrente como efeito colateral do uso de fluoxetina, relato de caso

Autores

  • Carolina Ruiz Silva Universidad de Concepción
  • Eduardo Ponce Tapia Universidad de Concepción
  • Claudia Fierro-Monti Universidad de Concepción

Palavras-chave:

Fluoxetine, interações medicamentosas, transtornos da ATM

Resumo

Introdução: A reação alérgica a medicamentos corresponde a um efeito colateral indesejado de relativa frequência na área médico-dental. A fluoxetina (inibidor seletivo da recaptação de serotonina) corresponde a um antidepressivo amplamente prescrito por sua segurança, porém, efeitos colaterais extrapiramidais têm sido descritos na literatura com incidência inferior a 0,1%, dentre eles, a distonia aguda. Apesar disso, a luxação da articulação temporomandibular, como consequência da distonia oromandibular, é uma apresentação incomum. Descrição do caso: Relatamos o caso de uma paciente de 14 anos que, após sua segunda dose de 20 mg de fluoxetina, apresentou luxações temporomandibulares múltiplas e recorrentes, seguidas de contraturas musculares, exoftalmia e convulsões. A ausência inicial de sinais e sintomas neurológicos associados afasta a presença desse quadro, que se agrava com o passar das horas e, após a coleta de mais informações, é indicada a suspensão do tratamento e administração de Lorazepam IV. No controle de 24 e 48 horas, foram relatados incidentes leves de luxações espontâneas, com boa evolução e ausência total de sintomas após uma semana. Conclusão: Em conclusão, e apesar de ter baixa incidência, recomenda-se a administração criteriosa desse tipo de antipsicótico e a busca por medicamentos alternativos para pessoas com histórico de luxação da articulação temporomandibular induzida por medicamentos.

Publicado

2022-10-12

Edição

Seção

Encuentro de Residentes de Odontopediatría ALOP: Casos Clínicos