Reabilitação estética e funcional de uma menina com Displasia Ectodérmica Hipohidrótica. Relato de um caso
Palavras-chave:
oligodontia, displasia, ectodermo, reabilitação, próteseResumo
Apresenta-se o caso de uma menina de 5 anos com diagnóstico de displasia ectodérmica hipohidrótica (DEH). Essa doença genética de caráter autossômico recessivo ligado ao cromossomo X caracteriza-se por um defeito no desenvolvimento de duas ou mais estruturas derivadas do ectoderma. No exame clínico observou-se pele ressecada, enrugada e com hiperpigmentação; cabelos, sobrancelhas e cílios escassos, diminuição da dimensão vertical. O exame intraoral revelou oligodontia, as peças dentárias temporárias estão erupcionadas, com alteração na forma, além de apresentar xerostomia. A mãe refere que a menina tem problemas para se relacionar com outras crianças de sua idade e não sorri. Este tipo de paciente precisa de reabilitação bucal precoce e seu ajuste contínuo durante o crescimento. Em uma primeira etapa, a decisão foi desenhar mantenedores de espaço bucal funcionais para o maxilar superior e a mandíbula, com o objetivo de melhorar a estética e favorecer o desenvolvimento da linguagem e da função mastigatoria. Após cimentar os mantenedores, foram realizados os controles uma vez por mês durante os três primeiros meses e a seguir duas vezes por ano. Após dois anos de controle, optou-se pela substituição dos mantenedores por uma prótese parcial flexível, devido ao fato de descolarem com frequência. O paciente se adaptou ao tratamento e os objetivos estéticos e funcionais propostos são alcançados.
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