Fotobiomodulação como tratamento complementar da mucosite oral em pacientes oncológicos pediátricos. Reporte de caso.

Autores

  • Guillermo Andres Escobar Portillo Universidad Francisco Marroquín
  • Dra. Pineda Universidad Francisco Marroquín
  • Dra. Hernandez Universidad Francisco Marroquín

Palavras-chave:

Fotobiomodulação, câncer, mucosite oral

Resumo

Introdução: A mucosite oral (MO) é a complicação aguda mais frequente nos pacientes oncológicos que tem recebido tratamento de quimioterapia e radioterapia de cabeça e pescoço. Este efeito secundário se produz na mucosa paraqueratinizada da cavidade bucal de uma forma generalizada. Clinicamente, inicia como áreas de eritema, que tem progressão até produzir ulceração severa. A queixa principal dos pacientes é a dor, mau odor e restos necrosantes que podem desenvolver-se de 7-14 dias posteriores ao início da quimioterapia/radioterapia. Estes efeitos comprometem o prognóstico dos pacientes, pois alguns casos é necessário interromper o tratamento devido à severidade destas complicações. Usualmente, a MO é tratada com ácido hialurônico, anestésicos tópicos, terapia de frio, no entanto a fotobiomodulação tem demostrado ser uma alternativa de tratamento complementar seguro para atingir efeitos analgésicos, antiinflamatorios, redução de edema e bioestimulação que favorece o reparo tissular. Reporte de caso: Paciente masculino de 9 anos foi internado na Unidade Nacional de Oncologia Pediátrica (UNOP) com diagnóstico de leucemia linfoide aguda. Posterior à segunda fase de quimioterapia, o paciente apresentou múltiplas lesões ulcerativas no lábio superior e inferior, soalho da boca e língua. Como terapia complementar à aplicação tópica de ácido hialurônico, utilizou-se laser de baixa intensidade. Mudanças significativas foram observadas durante os acompanhamentos diários, até obter um completo reparo dos tecidos após 7 dias. Conclusão: A fotobiomodulação pode ser utilizada como tratamento complementar da MO em pacientes oncológicos pediátricos para minimizar os sintomas agudos produzidos como efeito da quimioterapia/radioterapia e acelerar o reparo dos tecidos afetados.

Publicado

2022-10-12

Edição

Seção

Encuentro de Residentes de Odontopediatría ALOP: Casos Clínicos