Avaliação longitudinal da saúde bucal em pacientes oncológicos pediátricos.

Autores

  • José Carlos Hassi Thumala Pontificia Universidad Católica de Chile

Palavras-chave:

saúde bucal, paciente oncológico pediátrico

Resumo

Introdução: O projeto propõe integrar atendimento odontológico para pacientes pediátricos no UC Cancer Center. Isto facilitaria uma abordagem médico-odontológica interdisciplinar, garantindo uma saúde bucal ideal antes dos tratamentos oncológicos. O projeto procura também identificar e abordar a deterioração oral devido à terapia oncológica pediátrica, implementando medidas preventivas e curativas.  Objetivo: Descrever longitudinalmente, ao longo de um ano, o impacto na saúde bucal do tratamento baseado no transplante de células-tronco hematopoiéticas em pacientes pediátricos. Material e Método: Um estudo observacional longitudinal prospectivo de saúde bucal será realizado em pacientes pediátricos submetidos a transplante de células-tronco hematopoiéticas. Estima-se até o momento uma amostra de 20 pacientes, 17 foram recrutados, passaram por diagnóstico pré-estabelecido e acompanhamento de saúde bucal antes, durante e após o transplante de células-tronco hematopoiéticas. Resultados: O maior envolvimento está nos tecidos moles. 100% apresentam gengivite e boca seca, 76% mucosite, entre 7 a 14 dias após o transplante e a mais afetada é a língua. Conclusões: Os tratamentos para neoplasias associadas à depressão da medula óssea produzem: gengivite, mucosite e ressecamento da mucosa oral. A que causa maior impacto devido ao seu difícil manejo é a mucosite, que causa dor, feridas em mucosas e queimação. Dificulta a alimentação e acarreta risco de infecções, o que retarda o tratamento e compromete sua qualidade de vida. A língua é o órgão mais acometido pela mucosite, o que explicaria a dificuldade que as crianças apresentam na alimentação.

Publicado

2024-08-13

Edição

Seção

Presentación de Trabajos Científicos ALOP: Trabajos de Investigación