Efeitos do nascimento pré-termo no crescimento e desenvolvimento oral: relato de caso clínico
Palavras-chave:
parto prematuro, alterações estomatológicas, cuidados estomatológicosResumo
Um bebê nascido vivo antes das 37 semanas de gestação é considerado prematuro. Estima-se que em 2020 nasceram 13,4 milhões de crianças prematuras internacionalmente, a taxa internacional de nascimentos prematuros varia entre 4% e 16%. Os riscos estomatológicos no paciente prematuro são: respiração oral, menor tamanho craniofacial, atraso na maturação e cronologia da erupção, alteração no desenvolvimento dos maxilares, más oclusões, microdontia, hipoplasia do esmalte, síndrome HIM, anquilose em ambas as dentições, assimetria do palato , bruxismo, disfunção da ATM. Caso clínico: paciente do sexo masculino, 11 anos e 4 meses, ASA I com diagnóstico de distúrbio do espectro da neuropatia auditiva do processamento auditivo central. Ao questionamento indireto, a mãe afirmou que o período de gestação foi de 31 semanas. A avaliação intraoral, extraoral e comportamental revelou alterações relacionadas ao nascimento prematuro. Conclusões: a integração do registo clínico é essencial no atendimento estomatológico de pacientes com história de parto prematuro, o que permitirá uma correta abordagem às alterações orais mais comuns presentes nestes pacientes, bem como a prevenção destas, no da mesma forma que o trabalho multidisciplinar é importante para participar da avaliação e controle do desenvolvimento desde o nascimento.
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