Higiene oral em pacientes pediátricos hospitalizados em unidades de terapia intensiva: Revisão de literatura
Palavras-chave:
Higiene oral, Pediatria, UTIResumo
Introdução: Pacientes pediátricos em unidades de terapia intensiva (UTI) apresentam alto risco de complicações orais devido à ventilação mecânica, imunossupressão, uso de medicamentos e dificuldade para manter uma higiene oral adequada. O acúmulo de biofilme favorece infecções oportunistas, aumenta o risco de pneumonia associada à ventilação mecânica e piora o prognóstico geral. Manter uma boa higiene bucal nessas crianças é essencial para prevenir complicações locais e sistêmicas. Objetivo: Revisar a evidência sobre a importância e os métodos de higiene oral em pacientes pediátricos hospitalizados em UTIs. Revisão: Metodologia: Revisão bibliográfica nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO, entre 2018 e 2024, em inglês e espanhol. Resultados: Dos 93 artigos encontrados, 14 foram analisados. Entre 45% e 60% dos pacientes pediátricos em UTI apresentam complicações orais como mucosite, xerostomia, candidíase e úlceras. A falta de higiene oral aumenta a ocorrência de pneumonia associada à ventilação. Conclusão e Recomendações: Recomenda-se higiene oral com escova macia ou gaze 2 a 3 vezes ao dia, antissépticos sem álcool e manter os lábios hidratados. A higiene bucal sistemática reduz complicações e infecções, devendo fazer parte do cuidado rotineiro na UTI pediátrica, idealmente com supervisão odontológica, melhorando os indicadores de saúde bucal e reduzindo as infecções. Palavras-chave: higiene oral, pediatria, UTI
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