Escarlatina em crianças: impacto clínico e estomatológico pós-pandemia

Autores

  • Estefania Castillo Vicente Universidad Autónoma "Benito Juárez" de Oaxaca
  • Rodolfo Peña Fernandez Universidad Autónoma "Benito Juárez" de Oaxaca Tutor

Palavras-chave:

escarlatina, estomatologia, pós-pandemia

Resumo

Introdução. A escarlatina, causada pelo Streptococcus pyogenes, ressurgiu globalmente após a pandemia da COVID-19, afetando principalmente a população pediátrica.  No México, os dados moleculares sobre as cepas circulantes são limitados, o que complica o monitoramento epidemiológico. Objetivo. Analisar o ressurgimento da escarlatina a partir de perspectivas clínicas e epidemiológicas, destacando seu impacto na saúde infantil e o papel do profissional de odontologia na detecção precoce. Revisão. Foi realizada uma revisão narrativa por meio da pesquisa de artigos científicos em bases de dados como PubMed, Scopus e Google Scholar, selecionando publicações entre 2002 e 2023 relacionadas à escarlatina, manifestações orais e saúde pública em contextos pediátricos. Entre as descobertas mais relevantes, destaca-se o papel da equipe odontológica na identificação precoce de sinais como língua framboesada, exantemas e faringite, que podem preceder as manifestações sistêmicas. A literatura recente também relacionou o aumento de casos com o relaxamento das medidas sanitárias pós-pandemia, bem como com o surgimento de cepas mais virulentas. No México, foi documentada a circulação de cepas com diversidade genética e resistência variável aos antibióticos, o que ressalta a necessidade de vigilância microbiológica contínua. Conclusões. A escarlatina voltou a ser um problema de saúde pública. A detecção precoce pela equipe odontológica é fundamental, pois as manifestações orais podem ocorrer antes de outros sintomas sistémicos. Recomendações. Treine a equipe de saúde bucal no reconhecimento clínico, aplique medidas de controle de infecção e encaminhe imediatamente o paciente para tratamento médico com antibióticos apropriados.

Biografia do Autor

  • Rodolfo Peña Fernandez, Universidad Autónoma "Benito Juárez" de Oaxaca

    Estomatólogo pediatra de nivel hospitalario egresado del Instituto Nacional de Pediatria en CDMX con maestría en odontopediatría, actual coordinador de la maestría en Odontopediatría en el posgrado de la facultad de odontología de la Universidad Autónoma "Benito Juárez" de Oaxaca. 

    Especializado en odontología del bebé, calibrado en HMI e ICDAS.

Publicado

2025-09-12

Edição

Seção

Encuentro de Residentes de Odontopediatría ALOP: Revisión de la Literatura