Oligodontia não sindrômica em paciente pediátrico: Abordagem interdisciplinar
Palavras-chave:
Oligodontia, ortodontia, odontopediatria, agenesia, reabilitação oralResumo
Introdução.
A oligodontia não sindrômica é definida como a ausência congênita de seis ou mais dentes permanentes, sem relação com síndromes sistêmicas. Essa condição rara e de etiologia multifatorial pode afetar significativamente a função oral, a estética e o bem-estar psicológico do paciente pediátrico. Um diagnóstico precoce e uma abordagem interdisciplinar são fundamentais para alcançar um manejo clínico bem-sucedido. Relato de caso. Apresenta-se o caso de uma paciente do sexo feminino, de 9 anos, diagnosticada com oligodontia não sindrômica. Clinicamente, observaram-se múltiplas ausências dentárias, mordida borda a borda, diastemas amplos e giroversões. Radiograficamente, evidenciou-se a agenesia de 16 dentes permanentes e erupção tardia dos primeiros molares permanentes. O plano de tratamento contemplou o uso de aparelho ortodôntico 2x4 em ambas as arcadas para corrigir e alinhar a relação incisal, alinhar os dentes anteriores e distribuir os espaços para reabilitação protética. Foram confeccionados contenções termoformadas com dentes artificiais para melhorar a estética e manter os espaços. Conclusões. O manejo da oligodontia não sindrômica na infância requer planejamento ortodôntico e protético antecipado, com uma abordagem interdisciplinar. A intervenção precoce e integrada permite prevenir alterações no desenvolvimento craniofacial, otimizar a função mastigatória, melhorar a estética e mitigar o impacto emocional no paciente.
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